sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2 – O Sistema é Foda

Não consegui expressar oralmente o que o filme Tropa de Elite 2 representou para mim. Na verdade, acabou gerando até mais dúvidas do que respostas.



Ele trouxe a tona o meu Patriotismo adormecido, tanto pela correria do dia a dia, quanto pela acomodação e falta de envolvimento político.

Sou defensor da Educação como base política, não apenas Educação no sentido de Estudo, mas a Educação Cultural, Patriotista e etc. E para isso acontecer, realmente, só mudando todo o “Sistema”. O Sistema Ciclo, que torna as pessoas acomodadas e sem opinião. O Sistema Sujo, não preciso nem comentar.

Sai do filme com orgulho e esperança. Orgulho da Força e Coragem que teve José Padilha, de bater de frente com a estrutura atual do país, e que, com certeza, envolve muito mais do que aparece no filme. Orgulho de um filme Brasileiro com um enredo inteligente que nos prende, nos envolve.

Orgulho de termos dado um primeiro passo que pode trazer novas opiniões escondidas por medo ou qualquer outra coisa. De termos agora José Padilha, Diretor de cinema reconhecido, formador de opinião popular com os filmes, e da elite por sua posição social, como um possível precursor de alguma mudança. Não porque não tínhamos isso antes, mas o filme mostrou de forma mais direta e incisiva a realidade. 

E a esperança, diminuída logo em seguida, é que o filme mexa com quem ele foi feito para mexer. Fazer com que a população enxergue melhor todo esquema desse sistema de merda. Onde as coisas não mudam não por falta de condições financeiras, que o problema é muito pior, e só mudará quando as bases mudarem. Quando a base política for trocada. Quando a base da população resolver ir atrás de seus direitos, resolver lutar e não submeter-se mais. Claro, se isso for interessante para ambas.

O triste é ver, assim que acabou o filme, as pessoas rirem e comentar apenas dos jargões, e das mortes e não da mensagem. Decepcionante também é saber que cinema não atinge ainda as tão faladas novas classes CD.

Agora, acho até que é uma visão um pouco inocente e superficial, pergunto:


  • Quanto disso tudo já não estava preparado e amarrado no primeiro filme?
  • Criaram o primeiro sanguinário, a policia acabando com o tráfico, o trafico sendo o problema da nação, dessa forma, como o filme mesmo fala, trazendo a população à seu lado pois é o que gostam, e agora, no segundo, batem de frente com a política, transparecendo em fatos quase reais o que acontece e a que estamos sujeitos?
  • Será que o primeiro escapou mesmo à pirataria ou foram estratégias, mostrar que não tem como barrar nada hoje em dia, já pensando no segundo, e uma forma de divulgação?
  • E o governo, não tinha força para barrar o filme nas vésperas das eleições? Como conseguiram isso? Será que também não foi um jogo político invertido? A proibição poderia ser pior? Ou um simples descaso com a inteligência social?
  • E tudo o que deve ter sido cortado para ter um filme mais ameno?
Espero realmente que o filme alcance seus objetivos. Eu estou cansado de tanta política suja. De tanta falta de desenvolvimento por corrupção, por jogos imbecis de interesses. E o pior, hoje é tudo escancarado e burro. Uma política burra e arrogante.

Não votei na Marina Silva no primeiro turno, mas: Vamos ser mais um pelo Brasil que queremos.

Hoje está tão mais fácil. Você não precisa dar sua cara para mostrar sua opinião e influenciar. Hoje quase todos temos acesso a informações de maneira fácil e rápida.

A única coisa que me preocupa dentro do filme é a forma como desvalorizam a vida. Mortes e assassinatos de forma fria e objetiva. Não que não seja realmente assim, mas cria uma cultura, uma vivencia com essa naturalidade. E não é bem assim. Em nenhum momento é mostrado sentimento ou o desespero da perda. A morte é uma coisa simples. Acho que pela influência que um filme causa, isso deveria ter sido mostrado de outra maneira.


Fatos

- Uma equipe de efeitos especiais, com nomes de peso em Hollywood, como Bruno Van Zeebroek, de “Transformers”, William Boggs, de “Homem-aranha”, e Keith Woulard, de “O curioso caso de Benjamin Button”, “Independence day” e “Forrest Gump”, foi importada diretamente para o set de “Tropa 2″ a fim de dar maior veracidade às inúmeras sequências de ação do filme.

- O presídio de Bangu 1 foi reconstruído em seus mínimos detalhes num estúdio de mil metros quadrados, consumindo cerca de 15% do orçamento.

- Um grande trabalho de pesquisa, que teve como consultores Rodrigo Pimentel, o deputado estadual Marcelo Freixo, e a delegacia comandada pelo delegado Cláudio Ferraz, a DRACO (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado), foi realizado por quase dois anos antes de o roteiro de Mantovani e Padilha ganhar forma.

Frases

José Padilha (diretor):

- Em Tropa 2, eu não tentei produzir puro entretenimento.

- Tentei fazer um cinema que não faz inferências morais pelo espectador, que não lhe diz o que pensar e quando pensar.

-  Objetivo foi o de gerar uma inquietação no espectador.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Escola_Saga Art Br – o furado treinamento em Photoshop CS5 e Maya 3D

Ontem uma colega de trabalho comentava sobre a relação perde ganha, onde um dos relacionados ganha e o outro, normalmente sem perceber, acaba perdendo. Assunto que chegou por conta da indicação do Livro os 7 Hábitos de Franklin Covey e a relação do Ganha Ganha que deveria ser a mais utilizada, tanto na vida profissional como na pessoal.  


Um dia antes havia recebido uma ligação:

- Sou da Escola Saga, você ganhou um treinamento em Photoshop CS5 e Maya 3D.

Como já havia acontecido isso em outras oportunidades, comecei a questioná-la, bem treinada, me convenceu que eu realmente ganharia um treinamento básico de 2 meses com 2 horas semanais.

Perguntei também de onde ela tinha conseguido meus dados, segundo ela, eu passei lá e fiz um cadastro, só tem um detalhe, nunca tinha ouvido falar nessa escola, Saga, nem entrado em seu site, muito menos sabia que ela estava instalada onde está.

Desconfiado, mas com uma inocente esperança de que pudessem ser uma empresa realmente séria, oferecendo estes treinamentos através de um mailing de pessoas que trabalham na área de criação. Mailing esse que poderia ter surgido da captação através do LinkedIn ou sei lá de onde, que estavam chagando a São Paulo para competir com Senac, Impacta e etc., e por ser nova e pensar no alcance das Redes Sociais oferecia esses cursos gratuitos, como degustação mesmo. Ops! Fugi.rs Desconfiado, fui lá conhecer o lugar e saber mais sobre o curso gratuito.

A atendente, quer dizer, vendedora me chamou já perguntando de onde era meu mailing, falei que nem sabia muito bem. Após perguntar se eu sou da área, começou a me explicar sobre os programas, focando no Maya, com a visível utilização de palavras "chaves ilusórias" – revolucionou a criação, você faz o que quer, filmes, melhor do mercado, reconhecido – e começou a mostrar um vídeo, que segundo ela era de um aluno e que o vídeo havia sido retirado do site porque a Nike viu e quis compra-lo. Uau!

Finalizando com – Esse curso equivale à uma pós graduação para quem já é formado. – e, os já conhecidos valores exorbitantes que colocam no papel e que, por ser promocional, eu não pago isso, nem isso, nem aquele, ficando apenas suaves parcelas de R$ 199,00.

Ta bom, eu fui lá, sabendo que era assim e agora escreve um texto enorme, por quê? Porque eu fico indignado com essa relação ganha perde nos dias atuais. Eles mexem com os sonhos das pessoas, utilizam técnicas que lubridiam os jovens, principalmente os de menor poder aquisitivo. Além do possível e provavelmente falso portfólio de alunos. 

Já fiz um curso assim, em uma escola com a mesma política, as aulas eram cópias de apostilas. O foco estava em vender pacotes e não em formar profissionais capacitados. Para mim Educação não é apenas Negócio. É coisa séria, e muito séria. Alunos destes cursos, normalmente, depois nem usam mais o que tiveram em aula, porque não aprenderam nada. 

Mas o que me deixa mais puto ainda é que tudo isso: cursos de qualidade, acessibilidade, oportunidades, qualificação, deveriam ser gratuitos, e vir do Governo